Livros e filmes para se ter cuidado

Chegados aqui, convém falar em algumas obras literárias da actualidade que nos falam da interacção da maçonaria com a Igreja Católica. Umberto Eco escreveu “O Nome da Rosa” (transformado em filme), que é uma crítica mordaz à Igreja Católica medieval e à Inquisição. A acção narrada no livro decorre num mosteiro beneditino dos Alpes marítimos italianos, durante no pontificado do Papa João XXII – provavelmente, nos anos 20 do século 14, isto é, poucos anos depois da extinção dos templários. Na mitologia grega, Cupido ofereceu uma rosa a Harpócrates, o deus do silêncio, para que este não traísse Vénus e não divulgasse as suas aventuras amorosas. A maçonaria medieval debatia as questões sexuais relacionadas com o hermafroditismo e rituais sexuais de iniciação, utilizando uma linguagem simbólica, na qual a “rosa” significava a genitália feminina (tabu). A rosa como símbolo do silêncio, do tabu e do secretismo passou da mitologia grega para o simbolismo maçónico europeu. Não foi por acaso que...