quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Politica e religião podem andar juntas?

Bom dia pessoal!
Depois de algum tempo estou de volta para falar um pouco da palavra de Deus, a luta estava (e está) muito grande mais em Cristo Jesus podemos tudo.






Já faz algum tempo, tenho refletido sobre o papel do cristão na política. Na minha concepção o cristão é muito nulo quando o assunto é exercer seus direitos. Talvez seja culpa daqueles jargões “Jesus é meu advogado” e “Deus sabe de todas as coisas“. Realmente Ele sabe e é seu advogado, mas você tem o direito e o dever de exercer seus direitos como cidadão de uma localidade.Observando a Bíblia, me lembrei de uma passagem que joga luz a esse assunto. Todo mundo conhece a passagem em que Paulo expulsa o espírito de uma adivinha, na cidade de Filipos na Macedônia, o que enfurece os que lucravam com a menina e causa o açoite e a prisão de Paulo e Silas. No meio da noite tem um terremoto e lá eles conseguem evangelizar os guardas. Mesmo após o terremoto abrir todas as cadeias da prisão, Paulo permaneceu lá aguardando sua carta de soltura, que chegou na manhã seguinte. Acompanhemos o texto a partir daí:Quando amanheceu, os pretores enviaram oficiais de justiça, com a seguinte ordem: Põe aqueles homens em liberdade. Então, o carcereiro comunicou a Paulo estas palavras: Os pretores ordenaram que fôsseis postos em liberdade. Agora, pois, saí e ide em paz. Paulo, porém, lhes replicou: Sem ter havido processo formal contra nós, nos açoitaram publicamente e nos recolheram ao cárcere, sendo nós cidadãos romanos; querem agora, às ocultas, lançar-nos fora? Não será assim; pelo contrário, venham eles e, pessoalmente, nos ponham em liberdade. Os oficiais de justiça comunicaram isso aos pretores; e estes ficaram possuídos de temor, quando souberam que se tratava de cidadãos romanos. Então, foram ter com eles e lhes pediram desculpas; e, relaxando-lhes a prisão, rogaram que se retirassem da cidade. Atos 16:35-39Vamos fazer algumas observações:- Pretores eram uma espécie de magistrado, ou seja, juízes da época de dominação romana. Eles condenavam, castigavam ou soltavam, instantaneamente. Esse cargo, somente para nobres, era vitalício e de uma tremenda responsabilidade. Foram eles quem condenaram Paulo e Silas à cadeia e os mandaram soltar na manhã seguinte.- Existia uma lei romana, a Lex Porcia, que isentava o cidadão romano do açoite e retirava o cargo do pretor que desobedecesse.Feitas as considerações, vemos que Paulo fez valer os seus direitos como cidadão romano. Os pretores tinham o dever de se desculpar a Paulo e ele fez questão disso. Paulo poderia ter saído da prisão murmurando algo como “o Senhor me vingará“, mas ele bateu o pé e fez com que os pretores temessem pelo que fizeram a ponto deles irem pessoalmente pedir desculpas a Paulo.Devemos nos espelhar nessa atitude de Paulo. Devemos ser cidadãos conscientes de nossos direitos, conscientes do que os políticos nos devem. Não sejamos omissos nem displicentes com nossos direitos; faça-os valer, não tenha vergonha nem preguiça disso! São direitos dados pelos homens que Deus mostra, através de Sua Palavra, que vale a pena serem preservados. Pensemos nisso!Autor:René Vasconcelos

Um comentário:

cursos de teologia disse...

Interessante, esclarecedor e abençoado texto!

Um abraço fraternal e continue na abundante Graça!!!